terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Acadêmicos Repudiam o Trote Violento



Nós do 7º Período de Direito da Faculdade Católica Dom Orione acreditamos que a entrada na faculdade seja algo complicado, já que se trata de uma grande mudança na vida de uma pessoa, que hora é um simples aluno escolar de ensino médio e de repente já é um “adulto” responsável agora por construir uma carreira, que escolheu, às vezes sem muita noção do que estava fazendo, ou simplesmente passou para algo “por sorte”.

Exatamente nesse momento, nessa virada, se da o trote, que pode tanto ser um facilitador como um evento traumático.

Sempre vimos o trote como um instrumento para integração e aceleração da adaptação dos novos alunos ao ambiente universitário, e tal atitude pode ser vista claramente na estrutura social do curso, onde não existem hierarquizações forçadas entre “veteranos” e “calouros”. Todos os alunos interagem, convivem e até trabalham juntos, mesmo sendo de turmas, períodos e anos diferentes.

Além disso, o momento do trote pode (e é por nós) ser utilizado para realizar ações diversas, tais como doação de sangue, coleta e doação de alimentos, ocupação verde (que se trata do plantio de mudas em certas áreas), vivências ecológicas, dinâmicas, etc.

É estranho se pensar que estudantes universitários, que vivem e vêem um mundo tão confuso e deturpado, ainda insistam em usar o momento do trote para humilharem ou se aproveitarem de alunos vulneráveis em atos de covardia, afinal o grupo deles já esta formado e eles já dominam o ambiente, situação completamente oposta a dos calouros, solitários e em um ambiente ainda hostil.

Ansiamos por saber do desenrolar dos tristes fatos denunciados nos trotes em algumas faculdades do País, acreditando numa apuração real e imparcial, já que o fato ter caído na mídia. Obviamente se os abusos forem provados, as medidas prometidas serão apoiadas por toda a comunidade acadêmica.

A imagem do Trote Cultural deve se manter “limpa” e é importante que o outro lado também seja divulgado, mostrando que coisas ruins podem acontecer, mas que muitas coisas boas são feitas sempre.

Nossa turma bem como todo o curso de Direito da FACDO, continua seguindo (e acreditando) nos princípios propostos pelo projeto Trote Solidário e Cultural e repudia o uso do trote como uma ferramenta de submissão e humilhação de novos alunos.

Atenciosamente, Turma do 7º Período B de Direito FACDO/2010



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